[resenha] O Restaurante no Fim do Universo - Douglas Adams


ISBN: 9788599296585
Ano: 2009 
Páginas: 172 
Editora: Arqueiro
Série/Trilogia: O Mochileiro das Galáxias #2


"- Eu apenas decido sobre o meu Universo - prosseguiu o homem calmamente. - Meu Universo são meus olhos e meus ouvidos. Qualquer coisa fora disso é boato."
O Restaurante no Fim do Universo é o segundo volume da série O Mochileiro das Galáxias escrita por Douglas Adams e publicada no Brasil pela editora Sextante. Essa série é maluca, a imaginação do autor e as piadinhas são fantásticas, terminei o segundo volume tão confusa quanto ao rumo da história quanto eu estava quando comecei. Talvez mais.

Continuamos acompanhando o terráqueo Arthur Dent, que está tentando não enlouquecer com todas as novidades de um universo habitado por tantas outras espécies. Principalmente porque ele sempre acreditou que os seres humanos fossem os únicos. Se bem que agora ele e Trillian agora são os únicos de sua raça.

Tudo parece destinado a dar errado para eles em todos os momentos, parece mais uma desventura do que aventura em busca do homem que rege o mundo. Aquele que decide o futuro das raças e de planetas inteiros tem que estar em algum lugar. 

Muitas coisas acontecem nesse livro, entre elas uma viagem à um restaurante maravilhoso que transmite ao vivo o fim do universo. Isso mesmo, o fim de tudo. E nele encontramos clientes de diferentes planetas e épocas que podem se servir e aguardar a grande explosão. Achei muito inteligente a crítica ou zombaria que o autor colocou aqui, quando conhecemos o prato do dia - que nada mais é do que uma vaca que estava mais do que disposta a morrer para ser o almoço.
"- Eu simplesmente não quero comer um animal que está na minha frente se oferecendo para ser morto - disse Arthur. - É cruel!"
" - Melhor do que comer um animal que não deseja ser comido - disse Zaphod."
Por falar em zombarias, Douglas Adams é mestre em ironias e pequenas tiradas inteligentes sobre tudo, desde política e religião até o comportamento mais simples e humano. Eu consegui rir em muitos momentos e quase chorei de frustração em outros (quem leu esse livro pode imaginar do que estou falando). 

E também descobrimos que entre os personagens está o homem mais importante do universo, sua importância é tanta que acho inexplicável ser quem é. Conhecemos uma máquina que é utilizada para tortura, basicamente ela nos mostra o quão insignificante somos em comparação com todo o universo. Mas não funcionou com esse personagem em questão.

Com certeza irei continuar a ler essa série e pretendo pegar o terceiro volume para ler assim que terminar os outros dois que estão na fila. Recomendo a todos que ainda não leram que leiam! 
"- Não, eu sou muito comum - disse Arthur -, mas algumas coisas muito estranhas aconteceram comigo. Pode-se dizer que eu sou mais diferenciado do que diferente." 
Sobre o autor:

Douglas Adams nasceu em Cambridge, Inglaterra, filho de Janet Adams e Christopher Douglas Adams. Seus pais tiveram outra filha juntos, Susan, que nasceu em março de 1955. Em 1957, seus pais se divorciaram e Douglas mudou-se para a casa dos avós maternos com a mãe e a irmã em Brentwood, Essex. A avó de Douglas mantinha em casa um refúgio oficial para animais machucados da RSPCA. O contato com os animais intensificou a febre dos fenos a e asma do jovem.

Christopher Adams casou-se novamente em julho de 1960 com Mary Judith. Deste casamento, Douglas teve uma meia-irmã, Heather. Janet casou-se novamente em 1964 com o veterinário Ron Thrift com quem teve mais dois filhos: Jane e James Thrift.

Adams faleceu em 11 de maio de 2001, aos 49 anos de idade, vítima de um ataque cardíaco
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